
Sou inquieta. Eternamente inquieta.
Não sossego. Não relaxo. Não me contento.
Quero entender tudo! Eu, o outro e o mundo.
Tenho muita sede de vida. Muitos desejos. Muita força vinda de onde desconheço.
Sou extremamente frágil, mas proporcionalmente fênix.
Não sei viver sem encantos. Para tudo crio beleza, para tudo crio razões.
Mudo o tempo todo. Não minha personalidade, eu mudo meu comportamento, minhas atitudes, até mesmo meus pensamentos. Assumo cada vez mais o controle da minha própria vida.
Dos erros tiro proveito, aprendo na dor onde melhorar como pessoa.
Sinto-me grande quando tenho coragem para mudar algo em mim, mas me sinto muito pequena quando tenho medo de agir, ou quando vejo que perdi muito tempo gastando energia no lugar errado, na hora errada.
As minhas dificuldades emocionais são ridículas, de tão simples, para a maioria das pessoas, no entanto as delas também o são para mim. A questão é o ponto forte e o ponto fraco de cada um.
A única coisa que me entristece em mim mesma é saber que já magoei pessoas queridas e não há como corrigir meus erros, posso apenas tentar ser alguém melhor a cada dia.
A única coisa que me deixa triste e revoltada no geral é a injustiça. É saber que coisas ruins acontecem o tempo todo e em todo o lugar e me sentir impotente. Não de todo, porque faço minha parte para contribuir para um mundo menos cruel.
Da minha boca saem muito mais palavras de alegria, de elogios, de paciência e de otimismo do que de tristezas.
Sou feliz na minha mente infantil, louca e sonhadora.
A minha inquietude ainda me incomoda, mas é ela que mais me impulsiona.



